11 de agosto. Dia de Santa Clara. Dia da televisão.
Santa Clara, um ano antes de sua morte, teve uma visão do invento que, séculos depois, mudaria a história do mundo. O que se conta é que a senhora, por estar muito doente, não pôde comparecer à celebração de natal naquele ano (1252). Quando suas irmãs do convento retornaram, Santa Clara lhes contou todos os detalhes da festa natalina e afirmou que a visão ocorrera como se tivesse sido intermediada por um televisor. Se foi uma previsão daquilo que faria hoje a maioria dos cidadãos “escravos” das telas, bem, não se sabe. Mas uma coisa é certa: desde aqueles tempos já se previa o surgimento de algo poderoso que pudesse ser visto por todas as pessoas do mundo. Santa Clara, ao se deparar com a revelação, quis que o invento tivesse a proteção divina e o uso adequado. Assim, acabou tornando-se a padroeira da televisão.
Certamente a história desse “aparelho mágico” é bem mais complexa. Porém, o mais importante no dia de hoje é levantar questionamentos sobre como e por que a televisão é tão aclamada e criticada ao mesmo tempo. Muitas pessoas defendem seus pontos sobre os efeitos positivos e negativos. Há, ainda, aqueles que acreditam que ela pode ser tão boa quanto ruim, como qualquer outro meio. Mas afinal, qual o efeito da televisão na população? O que ela significa para as pessoas? Bem, diversos comunicólogos já tentaram desvendar. As respostas encontradas com o passar dos anos foram variadas. Cabe a nós, então, escolher no que queremos acreditar.
“A televisão, para mim, é o meio mais comum e, provavelmente, o mais utilizado para difundir a informação, além de ser um ótimo instrumento de entreterimento”, define o estudante de química, Elder Taciano Romão (20), que ressalta ser uma boa ferramenta para estender conhecimentos a respeito de assuntos do seu interesse. “Ensina de acordo com a programação escolhida pelo telespectador. No meu caso, o que mais aprendo são assuntos relacionados com ciência, saúde e política”, diz.
Algumas pessoas dizem que a televisão exerce o seu papel na sociedade, ajudando, por exemplo, a reforçar condutas em crianças e jovens. “Para mim, foi importante na infância. Assistia muitos desenhos. Aprendi muitas coisas que ajudaram na formação da minha personalidade, como distinguir o certo e o errado”, afirma Yuri Concentino (20), estudante de publicidade e propaganda. “Na história, aprendemos que o Skeleton estava tentando procurar o caminho mais fácil para conseguir as coisas porque sabemos hoje que o melhor caminho e mais honesto é sempre aquele bem pensado, onde procuramos fazer o certo em vez do fácil”, ressalta Yuri sobre um dos personagens do desenho He-man, que costumava assistir na infância.
Embora muitos pais sejam preocupados com a exposição de seus filhos a programações inadequadas, ou a exposição exagerada mesmo em programas direcionados ao público, a funcionária pública Léa Nascimento (51) afirma que a televisão ajudou seus filhos em determinadas situações durante a infância. “Nunca fui muito presente. Sempre trabalhei fora enquanto meus filhos ficavam em casa. Sempre incentivei a cultura dentro de casa e, a televisão, querendo ou não, ajudou um pouco nessa parte” confessa a funcionária.
Para a estudante de jornalismo, Lidyane Barros (19), a televisão sempre foi um vício, porém, um vício saudável que exerce uma função maior do que a própria informação. “O bom da televisão é que ela une a minha família. É o mais importante. ”, afirma.
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E para concluir, ai vai um vídeo do músico Caetano Veloso que um antigo professor de sociologia passou em sala. O nome da música? “Santa Clara, padroeira da televisão”!!
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Fonte: http://www.velhosamigos.com.br/DatasEspeciais/diatelevisao.html

Adoreeiiii!! Muito bom o post!