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Archive for Novembro, 2009

Google images - Sem fonte oficial

Depois de tantos problemas a cerca das negociações para a 28º Feira do livro de Brasília, ela finalmente vai acontecer. Não se sabe se foi alguma coincidência, mas o governo esteve, mais uma vez, atrasando o sonho de um evento realmente digno para os moradores de Brasília e entorno. Com R$1,2 milhão entregue pelo governo aos organizadores, pouco se poderia fazer para que esse ano a Feira fosse diferente do que vinha acontecendo nos últimos anos. A proposta era realizar um projeto maior, com capacidade e alcance para mais pessoas. Seria um presente ao primeiro ano em que se comemora oficialmente a leitura no país (12 de outubro, agora dia nacional da leitura).

Para os ansiosos fãs da leitura, já não se cogitava mais a ideia para este ano. Passou agosto e nenhum sinal da divulgação do evento. Desde então, a Feira havia sido cancelada pelo menos três vezes. As dificuldades para se conseguir dinheiro suficiente foram tantas que o projeto já estava se tornando motivo de piada. O valor estimado era de R$ 3 milhões, mas a soma final não chegou nem a metade desse ideal. Além disso, o constrangimento de ter que cancelar e remarcar várias vezes com os artistas convidados, de levar e tirar a esperança de todos os envolvidos no processo (desde os próprios organizadores até a população, que já se acostumou com a tradição do evento,) fez com que muita gente se decepcionasse com um dos poucos apoios a leitura que temos na cidade.

Entre altos e baixos, mesmo assim, haverá a Feira do Livro este ano e está prevista para amanhã (20), com duração de nove dias, na área externa do Pátio Brasil Shopping. O homenageado da vez é o escritor Ziraldo, para aproveitar que o dia nacional da leitura passou a ser na mesma data em que se comemora o dia das crianças. A ideia é incentivar a leitura infantil e popularizar a comemoração da leitura nesse dia.

Além do escritor, também foi chamado o poeta Reynaldo Jardim e outros artistas como Chico César e Moraes Moreira para participação em debates com o público. E ainda, José Celso Martinez Corrêa e Plínio Mosca (que apresentará a peça A resistível ascensão de Arturo Ui), na série literatura e dramaturgia. O tradicional “Café literário” também receberá convidados e realizará lançamentos de livros e apresentações musicais e teatrais.

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ABABPORUU

Abaporu (1928) - Tarcila do Amaral - Uma das obras mais características do movimento antropofágico, no qual Tarcila inova em técnica.

A antropofagia vem da ideia de canibalismo. Para alguns indígenas, o termo tem um significado místico em que, no ritual, come-se uma parte do corpo de outra pessoa para adquirir suas qualidades. Já no manifesto antropofágico, esse pensamento é usado como uma metáfora para o que os vanguardistas brasileiros da época queriam propor. Como em um “canibalismo cultural”, os brasileiros criariam sua própria identidade, a partir de uma adaptação das culturas estrangeiras (principalmente a européia) à realidade brasileira. Tem por base como uma estrutura de pensamento a tradição de adquirir alguma qualidade, como coragem e força do “ser comido”. O manifesto antropófago faz uma interpretação metafórica do canibalismo, sem o sentido pejorativo. Portanto eles dizem que devemos pegar as características positivas das outras culturas, estando com os olhos para o exterior ao mesmo tempo em que protesta por uma cultura própria. O trocadilho “Tupi, or not tupi that is the question” é muito interessante, porque satiriza a verdadeira questão (“ser ou não ser?”). Neste caso, eles fizeram uma comparação usando a língua estrangeira para indagar a própria cultura, a raiz do Brasil. O manifesto contrapõe o olhar cultural brasileiro para o exterior ao mesmo tempo em que protesta por uma cultura própria. Não se sabia aonde a sociedade estava indo com tanta influência nem o que isso significava, pois não seguia rumos próprios. Era preciso questionar o que estava sendo implantado ali.

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O homem amarelo II (1915) -Anita Malfatti

Para surgir uma nova cultura é preciso uma nova lei (“A única lei do mundo”). Assim, como numa sociedade comum, para começar um novo processo, uma nova decisão (de forma legal) é preciso aprovação de uma lei. A lei é a expressão regente do individualismo (o que o cidadão pode fazer), de todos os coletivismos (o que toda sociedade tem como regimento).

O movimento antropofágico deixou claro como a elite brasileira da época se submetia ao que era “de fora”, nem mesmo questionava se aquilo era mesmo o que devia ser feito, se aquela cultura não era errada por não ser “nativa”. Criava uma perspectiva superior ao externo e acreditava que “lá” estava o sublime. Dessa maneira, enquanto essa idealização do exterior acontecia, os vanguardistas tentavam discursar uma cultura que venerasse o que era brasileiro. Na semana de 22, muitas pessoas criticaram a atitude dos intelectuais vanguardistas, mas hoje, aplaudem a herança cultural que nos foi permitida. Aquela visão de cultura não era antes vista por nossa sociedade, já que era uma concepção, de certo modo, muito a frente da realidade vivida naquela época. Hoje é visível as mudanças que se pretendiam naquele tempo. Tem-se uma cultura enraizada, fixa e extremamente brasileira.

Por Isabella Corrêa, Sílvia Mendonça, Giulia Batelli e Jefferson Bispo

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A Ella

Ella Fitzgerald & Count Basie 12

Uma das vozes mais consagradas do jazz, Ella Fitzgerald é conhecida pelas improvisações e contrastes entre timbres suaves e potentes, além de um carisma convidativo no palco.

Sem estudo musical algum, tentou ser dançarina, ainda jovem, nos concursos estadunidenses da época. Aprendeu na Igreja em que frequentava, os primeiros passos da música e descobriu um talento que barraria as paradas de sucesso. Aos 14 anos apenas, a mãe faleceu e, dessa forma, teve de ganhar a vida cantando e dançando nas ruas a troco de gorjetas. Por sorte, ao se apresentar em um show de calouros aos 16 anos, no Teatro Apollo (Nova York), provou que tinha potencial para a música. Pelo nervosismo, suas pernas não “puderam” mexer e ela preferiu cantar, mostrando que era isso (e não a dança ) que sabia fazer realmente. Embora houvesse muito preconceito por a considerarem “feia”, foi aplaudida e reconhecida como um verdadeiro talento musical.

ella_fitzgerald Chick Webb (bandleader, cantor e músico de jazz), ao vê-la cantar nas ruas, levou-a para fazer um teste. Não a aceitaram pelo mesmo motivo estético, mas no momento em que a jovem começou a cantar, o contrato foi garantido.

Em poucos anos se tornou a dama do Jazz. A voz suave e angelical encantava o público, ao mesmo tempo surpreendido por um timbre forte e cheio de presença.  Costumavam dizer que cantava como um músico. Além de ter um ótimo aparato para “imitar” instrumentos musicais. Ella sabia manejar o desenrolar de uma música e controlar sua potência. Sem contar, é claro, pela afinação impecável.

Sem questionar se ela foi ou não a verdadeira rainha do Jazz, teve, inegavelmente, uma carreira rica e brilhante, ao lado dos principais músicos jazzistas da época. Fez participações com Louis Armstrong, Duke Ellington, Oscar Peterson, Count Basie, Jerome Kern, George Gershwin, Cole Porter, Joe Pass e Tom Jobim.

Sua contribuição para o Jazz foi chegando ao fim com a diabetes, doença que levou a amputação das pernas, enfraquecimento da visão e, mais tarde, a morte. Ella Fitzgerald nasceu no dia 25 de Abril de 1917 e faleceu em 14 de Junho de 1996 deixando a sua música como uma bela lembrança.

Chick Webb (bandleader, cantor e músico de jazz), ao vê-la cantar nas ruas, levou-a para fazer um teste. Não a aceitaram pelo mesmo motivo estético, mas no momento em que a jovem começou a cantar, o contrato foi garantido.

Em poucos anos se tornou a dama do Jazz. A voz suave e angelical encantava o público, ao mesmo tempo surpreendido por um timbre forte e cheio de presença.  Costumavam dizer que cantava como um músico. Além de ter um ótimo aparato para “imitar” instrumentos musicais. Ella sabia manejar o desenrolar de uma música e controlar sua potência. Sem contar, é claro, pela afinação impecável.

Sem questionar se ela foi ou não a verdadeira rainha do Jazz, teve, inegavelmente, uma carreira rica e brilhante, ao lado dos principais músicos jazzistas da época. Fez participações com Louis Armstrong, Duke Ellington, Oscar Peterson, Count Basie,  , Jerome Kern, George Gershwin, Cole Porter, Joe Pass e Tom Jobim.

Sua contribuição para o Jazz foi chegando ao fim com a diabetes, doença que levou a amputação das pernas, enfraquecimento da visão e, mais tarde, a morte. Ella Fitzgerald nasceu no dia 25 de Abril de 1917 e faleceu em 14 de Junho de 1996 deixando a sua música como uma bela lembrança.

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