
Abaporu (1928) - Tarcila do Amaral - Uma das obras mais características do movimento antropofágico, no qual Tarcila inova em técnica.
A antropofagia vem da ideia de canibalismo. Para alguns indígenas, o termo tem um significado místico em que, no ritual, come-se uma parte do corpo de outra pessoa para adquirir suas qualidades. Já no manifesto antropofágico, esse pensamento é usado como uma metáfora para o que os vanguardistas brasileiros da época queriam propor. Como em um “canibalismo cultural”, os brasileiros criariam sua própria identidade, a partir de uma adaptação das culturas estrangeiras (principalmente a européia) à realidade brasileira. Tem por base como uma estrutura de pensamento a tradição de adquirir alguma qualidade, como coragem e força do “ser comido”. O manifesto antropófago faz uma interpretação metafórica do canibalismo, sem o sentido pejorativo. Portanto eles dizem que devemos pegar as características positivas das outras culturas, estando com os olhos para o exterior ao mesmo tempo em que protesta por uma cultura própria. O trocadilho “Tupi, or not tupi that is the question” é muito interessante, porque satiriza a verdadeira questão (“ser ou não ser?”). Neste caso, eles fizeram uma comparação usando a língua estrangeira para indagar a própria cultura, a raiz do Brasil. O manifesto contrapõe o olhar cultural brasileiro para o exterior ao mesmo tempo em que protesta por uma cultura própria. Não se sabia aonde a sociedade estava indo com tanta influência nem o que isso significava, pois não seguia rumos próprios. Era preciso questionar o que estava sendo implantado ali.

- O homem amarelo II (1915) -Anita Malfatti
Para surgir uma nova cultura é preciso uma nova lei (“A única lei do mundo”). Assim, como numa sociedade comum, para começar um novo processo, uma nova decisão (de forma legal) é preciso aprovação de uma lei. A lei é a expressão regente do individualismo (o que o cidadão pode fazer), de todos os coletivismos (o que toda sociedade tem como regimento).
O movimento antropofágico deixou claro como a elite brasileira da época se submetia ao que era “de fora”, nem mesmo questionava se aquilo era mesmo o que devia ser feito, se aquela cultura não era errada por não ser “nativa”. Criava uma perspectiva superior ao externo e acreditava que “lá” estava o sublime. Dessa maneira, enquanto essa idealização do exterior acontecia, os vanguardistas tentavam discursar uma cultura que venerasse o que era brasileiro. Na semana de 22, muitas pessoas criticaram a atitude dos intelectuais vanguardistas, mas hoje, aplaudem a herança cultural que nos foi permitida. Aquela visão de cultura não era antes vista por nossa sociedade, já que era uma concepção, de certo modo, muito a frente da realidade vivida naquela época. Hoje é visível as mudanças que se pretendiam naquele tempo. Tem-se uma cultura enraizada, fixa e extremamente brasileira.
Por Isabella Corrêa, Sílvia Mendonça, Giulia Batelli e Jefferson Bispo
Muito bom artigo!
isso tem no meu livro é demais o abopuru o nome de tds essas artistas o nome do meu livro é:coleção eu gostoe tem uma biografia sobre tacila amral.
gente eu sou filhar de mercia ñ mãe tá kkkk´é comentario.
muito bom vai me ajudar muito obrigado . bem melhor do que Wikipédia,
Muito bom, era exatamente o q eu precisava
Adoreiiiiiiii,achei o que eu precisava para responder uma questão!!
Sou muito fã de Tarcila do Amaral! Ela foi e continua sendo uma grande artista plástica…..
ADOREI O MOVIMENTO ANTROPOFAGICO É UMA HISTORIA MODERNA A ONDE TODOS SE JUTAM PARA UMA SÓ RESPOSTA.