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Archive for Abril, 2010

No dia 29 de abril de 1980 morria um cânone do cinema mundial. Causador de arrepios e frio na espinha, não é possível contar quantas pessoas já foram embaladas pelos mistérios de Alfred Hitchock.

Por William Creamer - "Psycho" (1960) Janet Leigh

Multidões foram surpreendidas  com os belos finais e fascinadas com as tramas, até perderem a conta das inúmeras vezes que sentiram calafrios.  O cineasta inovou o cinema com técnicas até hoje utilizadas por profissionais da área.

O suspense ficou famoso por merecida genialidade. Em vez de deixar o espectador esperando pelo desfecho, usava elementos durante o desenvolvimento do filme capaz de gerar expectativa na hora certa.

Seus personagens  costumavam demonstrar  uma ansiedade crescente durante a trama, até, finalmente, o momento clímax surgir. Além disso, para alimentar ainda mais o suspense, Hitchcock investia em efeitos de luz, som e ângulo.  A criatividade também era um outro trunfo. Em “Psicose” (Psycho – 1960), por exemplo, para fazer o sangue de Marion Crane (Janet Leigh) foi utilizado calda de chocolate e o som das facadas, na realidade, é feito em um melão.

"Rear Window" (1954) James Stewart como Jeffries - IMDB

Os filmes hitchcockianos tinham  personagens com   características peculiares. Em alguns filmes, as masculinas,  tinham a tendência de apresentar conflitos o relações estranhas com suas mães. Já as  personagens femininas, em geral, eram loiras e meigas, entretanto, se apaixonadas, poderiam se tornar perigosas. Além disso, Hitchcock tinha figurinhas carimbadas em seu elenco, atores como Cary Grant, James Stewart e Grace Kelly.

As inovações de Hitchock não pararam por ai. Ele criou um termo para elementos que não são importantes na trama, mas que têm sua função, como a de levar os personagems ao conflito principal. O conceito foi denominado de “MacGuffin” e é essencial por dar a oportunidade ideal para que o enredo se desenvolva. Além disso, outro fator inovador era a participação passiva do cineasta em determinadas cenas. Hitchock apareceu na

"Rebecca" (1940) Joan Fontaine, Judith Anderson

maioria dos seus filmes nos mais variados papeis de figurante, lendo um jornal ao canto, atravessando a rua ou simplemente como um passageiro de um trem.

Não é à toa que o diretor leva o título de “mestre do suspense” até hoje, em pleno século XXI. Já se passaram milhares de  obras que também mudaram a história do cinema e, mesmo assim, Hitchock continua causando profundas sensações de ansiedade no espectador.

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Alunos reclamam, mas boa parte das queixas não chega aos ouvidos dos diretores

Fotocopiadora do campus Edson Machado do Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB) recebe reclamações por filas demoradas e computadores insuficientes, mas os responsáveis não têm controle da situação por falta de iniciativa dos estudantes

08h40min da manhã. Muitos alunos criam um tumulto em frente à bancada da fotocopiadora da empresa terceirizada Panacopy, responsável pelo serviço de impressão do IESB. Alguns querem apenas imprimir, outros querem tirar cópia ou encadernar algum documento. Mas a frustração é geral, a recepção dos funcionários é demorada e o número de pessoas aguardando para serem atendidas se acumula com o tempo. “O atendimento é muito devagar, deveria ter mais pessoas para ajudar os alunos, principalmente nas horas de pico”, afirma a aluna do segundo semestre de Jornalismo, Keury Almeida (19).

O quadro também incomoda os funcionários, já que o fluxo é superior à capacidade dos dois únicos encarregados pela unidade de foto-reprodução. Acreditam que para resolver o problema do inchaço nos horários de maior uso é necessário adotar novas medidas. Para melhorar, seria interessante mais um funcionário ou outra copiadora para distribuir melhor o fluxo de alunos”, declarou Alan Bruno (21), atendente da empresa.

Um dos funcionários da ouvidoria da instituição, Elvis Araújo (25), informou que poucos alunos reclamam sobre o mau funcionamento da reprografia. “Há queixas, mas são poucas as que chegam para nós. Os alunos não fazem reclamações formais”, defendeu.

Dos 20 alunos entrevistados, apenas uma respondeu estar satisfeita com o serviço de foto-reprodução oferecido pela faculdade, e alegou não frequentar tanto o local, apenas quando a impressora que tem em casa apresenta defeitos. Boa parte dos estudantes tem consciência da desorganização, mas apenas uma pequena parcela afirmou já ter se queixado na ouvidoria.

Outro problema notável é a falta de conscientização entre os estudantes para o uso dos computadores. Muitas pessoas utilizam as máquinas para outros fins, que não os estipulados pelas regras da copiadora. Conheço as regras e as cumpro. Diferente de algumas pessoas que deixam para formatar e revisar seus documentos nos próprios terminais de acesso antes de serem impressos, o que é vetado pelo regimento da reprografia”, afirma um dos alunos que frequentam diariamente o local, André Ribeiro (19), estudante do terceiro semestre de Jornalismo. O painel com as informações encontra-se na parede em frente aos computadores, mas mesmo assim, muitos insistem em desrespeitá-lo. Uma aluna do primeiro semestre de Publicidade utilizou uma das máquinas de 09h55min às 10h33min, período em que há maior movimentação. Essa atitude colaborou para o congestionamento na fila. “Sempre que eu vou à copiadora tenho algum problema porque as pessoas a utilizam de forma inadequada. Não tem fiscalização, reforça a estudante do segundo semestre de Jornalismo, Lidyane Barros (19).

Os computadores são alvo de mais queixas. Apenas quatro máquinas estão disponíveis para todos os 7138 alunos (dados de 27/10/2009) do campus.Muitos trabalhos, muitos cursos, muitos alunos, filas quilométricas, e somente quatro computadores”, declara Victor Correia (19), estudante do terceiro semestre de Jornalismo. Além disso, vários estudantes reclamam de máquinas quebradas ou desligadas, diminuindo ainda mais o número de computadores. O atendente da fotocopiadora, Alan Bruno, declarou que a instituição era a responsável pela manutenção dos terminais. Em contrapartida, um dos técnicos em manutenção de informática do IESB afirmou que essa tarefa era parte também da Panacopy, embora a faculdade preste pequenos serviços emergenciais para não agravar o quadro das filas. Defeitos em software ou de rede são concertados pelo IESB, mas defeitos mais graves são reparados pela própria Panacopy”, afirma o técnico. No entanto, os alunos continuam inconformados com o sistema empregado. “Já foi verificado no começo do semestre apenas um de quatro computadores em funcionamento durante uma manhã inteira. Ninguém veio arrumar essa emergência”, sustenta Lidyane Barros.

O diretor administrativo do campus, Lutero Leme, assegurou que periodicamente faz reuniões com os responsáveis da empresa terceirizada, a fim de avaliar como os problemas estão sendo solucionados. Afirmou, ainda, que novas propostas estão em andamento. “Estamos refazendo o layout do espaço de reprografia. Os computadores ficarão junto ao balcão, para não haver o uso indevido e agilizar o envio de arquivos”, afirma Leme. Apesar disso, o diretor disse que não há planos para ampliar o número de computadores.

As reclamações não se limitam apenas ao campus Edson Machado da Asa Sul. Relatos de pessoas em desacordo com o mesmo serviço no campus Giovanina Rímoli, da Asa Norte, também são pertinentes. “A copiadora em sua função é boa, mas não supre as necessidades de todos os estudantes, cuja quantidade não é proporcional à capacidade oferecida pela faculdade”, lembra Larissa Gusmão (21), estudante do terceiro semestre de Direito do campus norte.

Isabella Corrêa e Jefferson Bispo

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