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No dia 29 de abril de 1980 morria um cânone do cinema mundial. Causador de arrepios e frio na espinha, não é possível contar quantas pessoas já foram embaladas pelos mistérios de Alfred Hitchock.

Por William Creamer - "Psycho" (1960) Janet Leigh

Multidões foram surpreendidas  com os belos finais e fascinadas com as tramas, até perderem a conta das inúmeras vezes que sentiram calafrios.  O cineasta inovou o cinema com técnicas até hoje utilizadas por profissionais da área.

O suspense ficou famoso por merecida genialidade. Em vez de deixar o espectador esperando pelo desfecho, usava elementos durante o desenvolvimento do filme capaz de gerar expectativa na hora certa.

Seus personagens  costumavam demonstrar  uma ansiedade crescente durante a trama, até, finalmente, o momento clímax surgir. Além disso, para alimentar ainda mais o suspense, Hitchcock investia em efeitos de luz, som e ângulo.  A criatividade também era um outro trunfo. Em “Psicose” (Psycho – 1960), por exemplo, para fazer o sangue de Marion Crane (Janet Leigh) foi utilizado calda de chocolate e o som das facadas, na realidade, é feito em um melão.

"Rear Window" (1954) James Stewart como Jeffries - IMDB

Os filmes hitchcockianos tinham  personagens com   características peculiares. Em alguns filmes, as masculinas,  tinham a tendência de apresentar conflitos o relações estranhas com suas mães. Já as  personagens femininas, em geral, eram loiras e meigas, entretanto, se apaixonadas, poderiam se tornar perigosas. Além disso, Hitchcock tinha figurinhas carimbadas em seu elenco, atores como Cary Grant, James Stewart e Grace Kelly.

As inovações de Hitchock não pararam por ai. Ele criou um termo para elementos que não são importantes na trama, mas que têm sua função, como a de levar os personagems ao conflito principal. O conceito foi denominado de “MacGuffin” e é essencial por dar a oportunidade ideal para que o enredo se desenvolva. Além disso, outro fator inovador era a participação passiva do cineasta em determinadas cenas. Hitchock apareceu na

"Rebecca" (1940) Joan Fontaine, Judith Anderson

maioria dos seus filmes nos mais variados papeis de figurante, lendo um jornal ao canto, atravessando a rua ou simplemente como um passageiro de um trem.

Não é à toa que o diretor leva o título de “mestre do suspense” até hoje, em pleno século XXI. Já se passaram milhares de  obras que também mudaram a história do cinema e, mesmo assim, Hitchock continua causando profundas sensações de ansiedade no espectador.

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